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TEQUALY e a alemã, HUBER, possuem a melhor solução do mercado para secagem de lodo biológico
Comunicação Tequaly
04 de outubro de 2019, 09:15
Tecnologia possibilita secar o lodo da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) de forma sustentável, sem a utilização de combustíveis fósseis.



Em constante processo de evolução, a Tequaly, como integradora EPCista com tecnologias próprias e parcerias estratégicas complementares, consolidou uma solução inovadora para o mercado junto à renomada empresa alemã, Huber Technology. Essa sinergia e integração de tecnologias propõe novas alternativas para o manuseio do lodo biológico gerado em meio ao processo produtivo das indústrias e traz diversas vantagens, conforme destaques abaixo:

→ Secagem térmica do lodo > 90% teor seco (secador de esteiras contato indireto – baixa temperatura – segurança total);
→ Reaproveitamento dos gases de combustão das caldeiras e consumo de combustível “zero”;
→ Tratamento de odores;
→ Requeima como combustível em pó;
→ Eliminação do passivo ambiental dos aterros.

Converter esse lodo em energia para o processo, através de recursos sustentáveis, e eliminar o aterro são os principais focos das alternativas fornecidas pela TEQUALY e pela HUBER. “Os lodos gerados nas fábricas de papel e celulose são importantes fontes de material orgânico e íons minerais. Estes elementos do processo produtivo poderiam ser utilizados para a construção civil, agrícola e florestal ou como combustível biomassa. Contudo, o que vemos é o destino desse material para a mais utilizada e pior das soluções: os aterros”, contextualizou o gestor comercial da Tequaly, Valter Cétolo. Além da perda de material, a legislação vigente exige responsabilidades por longos períodos. “Existem custos incorridos para adquirir e imobilizar a área, preparar o aterro, descartar o material, impermeabilizar o solo, monitorar e tratar os possíveis impactos ambientais. A literatura técnica aponta que devido às perdas de matérias-primas agregadas ao lodo, as operações de manuseio e o atendimento à legislação, o custo do aterro pode chegar a US$ 100 por tonelada de lodo gerado”, enfatizou Cétolo.
De acordo com o diretor técnico e comercial da Tequaly, Christiano Lopes, a expressiva secagem térmica, sem a necessidade de gerar energia exclusivamente para esse processo, é um grande diferencial dessa solução. “Isso é possível através do reaproveitamento dos gases de combustão das caldeiras e reincineração para a geração de energia térmica”, completa Lopes.
É perceptível que a gestão dos lodos, quando feita de forma adequada, resulta em significativas vantagens econômicas, ambientais e sociais para as indústrias. Segundo o diretor, dessa forma, não há consumo de combustível e, portanto, torna-se um investimento com um retorno econômico muito positivo para as empresas que optarem por essa solução.
Essa é a ideia global do processo, mas, cada caso terá suas variações de acordo com as especificidades do funcionamento da planta industrial de cada unidade dos clientes interessados. Portanto, a TEQUALY e a HUBER estão preparadas para analisar e adaptar a solução de acordo com essas necessidades individuais.

Projeto EPC para grande cliente nacional, em Minas Gerais, mostra o excelente resultado dessa parceria
A sinergia entre TEQUALY e HUBER está possibilitando a implementação de um importante EPC (Engineering, Procurement and Construction) para uma das grandes empresas nacionais de base florestal (celulose). O projeto contempla o adensamento e desaguamento de lodo biológico, secagem térmica através do reaproveitamento dos gases de combustão da caldeira e reincineração para a geração de energia térmica. Como EPCista, a Tequaly também é responsável pelo projeto / detalhamento, fabricação, montagem, comissionamento e start-up do sistema.
Esse projeto se diferencia por ser absolutamente sustentável, utilizando uma matriz energética renovável e sem a utilização de combustíveis fósseis, biogás ou vapor para a sua operação. O aquecimento da água desmineralizada utilizada no secador de esteiras é feito de forma indireta, através de um novo economizador, que utiliza os gases de exaustão de duas caldeiras de força em um ciclo fechado. “É importante ressaltar que não há consumo excedente de água desmineralizada, mas apenas o necessário para o preenchimento do circuito de alimentação do secador. O lodo seco a 90% é transportado pneumaticamente para dois silos de armazenamento, onde serão incinerados nas mesmas caldeiras de força que forneceram os gases de exaustão para o aquecimento da água”, explica Cétolo. Além disso, Gases Não Condensáveis Diluídos (GNCD) gerados no processo de desaguamento e secagem de lodo serão coletados, tratados e incinerados nas caldeiras de recuperação em operação na unidade. “É um belo projeto que, certamente, será referência mundial por apresentar custos operacionais (OPEX) muito favoráveis quando comparados a outras possíveis soluções”, disse Cétolo.
O gestor também destacou os diversos subsistemas que compõem a solução. “Em um mesmo projeto realizamos o desaguamento e a secagem do lodo biológico, o aquecimento em ciclo fechado da água utilizada na operação do secador de esteiras, a coleta e o tratamento dos GNCD gerados no processo e o transporte pneumático do lodo seco para a incineração nas caldeiras de força. Uma solução completa que elimina o manuseio, o aterro de lodo biológico e ainda gera ganhos energéticos para a unidade”, finaliza.
Os trabalhos começaram em 2018 e estão previstos para encerrar no início de 2020, de acordo com o gerente do projeto, Reinaldo Martins. “No momento, na sede da Tequaly em Curitiba/PR, o projeto encontra-se com o status de engenharia, suprimentos e fabricação em 95%, finalizando os últimos equipamentos dos mais de 30 previstos no escopo. Na área do cliente, o foco já está totalmente voltado à montagem dos equipamentos”, afirma.
No total, esse projeto está movimentando cerca de 600 toneladas, entre equipamentos (de fornecimento nacional e importados de Berching, Alemanha), tubulações, dutos, suportes, válvulas manuais e estruturas metálicas.